Centro de Arqueologia de Lisboa

O Centro de Arqueologia de Lisboa apresenta algumas peças cerâmicas e uma grilheta, espólio recuperado em intervenções arqueológicas, na cidade de Lisboa.


1. Panela

Século XVIII

Cerâmica de fabrico manual

Proveniência: Rua Augusta-Via Pública. Acompanhamento Arqueológico de 1988

Centro de Arqueologia de Lisboa


2. Panela

Meados do século XVIII

Cerâmica de fabrico manual

Proveniência: Rua Augusta-Mandarim Chinês. Intervenção Arqueológica de 1991

Centro de Arqueologia de Lisboa


3. Panela

Século XVIII

Cerâmica de fabrico manual

Proveniência: Rua da Saudade n.º2,Teatro Romano. Intervenção Arqueológica de 2005

Centro de Arqueologia de Lisboa

Um grupo de cerâmicas distingue-se facilmente nos contextos arqueológicos de Lisboa do século XVIII pela sua tecnologia ostensivamente “primitiva”: trata-se de um fabrico sem recurso à roda de oleiro, feito com um barro pouco depurado, com asas obtidas a partir de rolo e mostrando as superfícies dotadas de um brunido intenso. O repertório de formas é também muito limitado, equivalendo quase em exclusivo a panelas globulares com asas dispostas horizontalmente.

Muito difundidas no espaço da cidade, estas cerâmicas aparecem em sítios de natureza socioeconómica diversa, sendo todavia sempre pouco numerosas, minoritárias. O aparecimento deste peculiar grupo de elaborações oleiras em Lisboa integra a capital portuguesa num fenómeno mais amplo, conhecido arqueologicamente para os séculos XVII a XIX no Sul dos Estados Unidos (Virgínia e Carolina do Sul), Caraíbas e Brasil («colono ware») e para já ainda insuficientemente estudado no continente africano. Trata-se de uma manifestação do cruzamento de culturas onde prevalecem as tradições oleiras africanas e, nalguns casos também nativas-americanas, ocorrida em espaços onde, por vezes, a componente negra escrava e ex-escrava é o fator explicativo.


4. Esqueleto em decúbito dorsal, agrilhoado na perna esquerda

Encontrado junto ao que localmente é conhecido como o “Beco dos Mortos”, o esqueleto agrilhoado recolhido nos trabalhos de acompanhamento arqueológico no Largo das Olarias encontrava-se muito afectado pela construção de infraestruras de século XX. Sem qualquer espólio associado, encontrava-se depositado com dois outros enterramentos, o que pode indicar a presença de uma vala/sepultura comum. Estes enterramentos integram a grande necrópole da Mouraria, parcialmente arrasada por D. Manuel no final do século XV.

(Escavação: Largo das Olarias. Projeto de Reabilitação de Arruamentos e Estruturas de Saneamento da Zona Ocidental de Lisboa; Direção Científica: Cláudia Rodrigues Manso e Ana Seabra (Antropologia)


5. Grilheta

Século XV (?)

Ferro

Proveniência: Largo das Olarias - Via Pública. Acompanhamento Arqueológico de 2016.

Direção Geral do Património Cultural


Texto: Rodrigo Banha da Silva e Cláudia Rodrigo Manso

Seleção de peças: António Marques e Rodrigo Banha da Silva.

Esqueleto em decúbito dorsal, agrilhoado na perna esquerda

Centro de Arqueologia de Lisboa

Peças e Documentos

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