Academia Militar

(…) A superior energia necessária em Portugal para vencer o poderio dos interesses daninhos que medravam à sombra do tráfico e da escravatura (…). Lord Lytton de Bulwer.


A Academia Militar organizou a exposição biográfica Marquês de Sá da Bandeira, o antiesclavagista. Nesta, apresenta-se o espólio pessoal, legado pelo Marquês à Escola do Exército (atual Academia Militar) que fundou em 1837, composto por diferentes objetos, dos quais se destacam: 3.000 Livros; Braço artificial; Garfo e Faca; Sinetes; Carimbos; Espadas com bainha; Corneta acústica; Pasta com manuscritos e Falerística diversa.

Evidencia-se a faceta antiesclavagista de Sá da Bandeira. Cerca de quarenta anos da sua vida foram dedicados à maior batalha pela liberdade e igualdade: a abolição da escravatura. Em 1836 apresentou um projeto de lei destinado a abolir o tráfico de escravos. Escreveu várias publicações e em 1875 foi publicado uma nova lei que determinava que os escravos alforriados deixassem de ter a designação de libertos.



1. Espólio do Marquês de Sá da Bandeira (1795- 1876)

Século XIX

Conjunto de objetos pessoais: Pasta com Manuscritos; Braço artificial (1845); Talher para uso de pessoa só com uma mão (post. 1845); Corneta acústica; Medalha de D. Pedro IV e de D. Maria II da Campanha da Liberdade (1826-1834); Medalha da Ordem Militar de Avis e Espada e bainha.


2 . BRASAHEMECO, Ananias Dortano

Rights of Portugal, in reference to Great Britain and the question of the slave trade: or, the manifesto and protest of the weak, against the ingratitude, oppression, and violence of the strong. / Ananias Dortano Brasahemeco

[S.l. : s.n.], 1840 . 2 vol. (426, 460 p.)

Enquanto os políticos e diplomatas polemizavam e agiam, Thomas Buxton publicava, depois de viajar ao Brasil e ao Caribe, o mais completo levantamento sobre o tráfico negreiro jamais feito até então. E, pelos dados oficiais que apresenta, só nos dezoito meses compreendidos entre 1 de janeiro de 1829 e 30 de junho de 1830 os negreiros desembarcaram em portos brasileiros 78.331 escravos, sendo que desta cifra, só, no Rio de Janeiro desembarcaram 56.777.

O autor é pseudónimo de António Barão de Mascarenhas, cônsul português em Bristol.


3. SÁ DA BANDEIRA, Visconde de (1795-1876)

O tráfico da escravatura e o Bill de Lord Palmerston = The slave trade and Lord Palmerston's Bill / Visconde de Sá da Bandeira

Lisboa: Typographia de Jos Baptista Morando, 1840.

Analisa a história da abolição do comércio de escravos e os desdobramentos diplomáticos gerados entre Portugal e a Grã-Bretanha, pela adoção do parlamento britânico do "Bill de Lord Palmertston", que dava totais poderes a "Royal Navy" para capturar os navios negreiros independentes de sua bandeira, apoderar-se de sua carga, prender seus tripulantes e julgá-los conforme suas leis.


4. SÁ DA BANDEIRA, Visconde de (1795-1876)

Factos e considerações relativas aos direitos de Portugal sobre os territorios de Molembo, Cabinda e Ambriz e mais logares da Costa Occidental da Africa situada entre o 5.º grau 12 minutos e o 8.º grau de latitude austral / Visconde de Sá da Bandeira

Lisboa: Imprensa Nacional, 1855.

Tratados entre Portugal e Inglaterra. Notícias diversas relativas ao domínio Português, ao tráfico da escravatura e ao comércio lícito na Costa Africana. Ocupação do Ambriz em 1855.


5. SÁ DA BANDEIRA, Marquez de (1795-1876)

O trabalho rural africano e a administração colonial / Marquez de Sá da Bandeira

Lisboa : Imprensa Nacional, 1873

Esta obra é a súmula do pensamento do autor. Composta por 12 capítulos que abordam a escravatura, o trabalho forçado, a administração, a economia, a instrução, a missionação de cada uma das colónias.


6. SÁ DA BANDEIRA, Marquez de (1795-1876)

A emancipação dos libertos : Carta dirigida ao Excelentissimo Senhor Joaquim Guedes de Carvalho e Menezes Presidente da Relação de Loanda / Marquez de Sá da Bandeira

Lisboa: Imprensa Nacional, 1874.

Carta em que o autor tece considerações muito interessantes sobre a abolição da escravatura, bem como refere a importância de inspecionar as colonias para saber se os decretos e tratados estavam a ser executados. E por ter provas que em Angola os funcionários coloniais não davam execução às leis e decretos favoráveis aos libertos pede a imediata demissão do Presidente da Relação de Luanda.


7. Representação de Negra

Atrib. Giuseppe Troni (italiano). Os retratos da família real terão sido executados por Thomas Hickey (irlandês)

1807(?)

Pormenor da pintura do altar-mor, dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Capela do Palácio da Bemposta.

Também figura a família real, alguns elementos da corte, uma apresentação iconográfica de Lisboa e o povo, com destaque para a mulher negra, com o terço entre mãos.



Organização: Academia Militar

Direção: Major-General João Vieira Borges; Coordenação: Coronel Francisco Amado Rodrigues;

Projeto museográfico: Coronel Francisco Amado Rodrigues;

Estudo e investigação: Assistente Técnica Paula Franco

Retrato do Marquês de Sá da Bandeira

Academia Militar

Peças e Documentos

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