Museu do Dinheiro

Através das narrativas de um acervo de moedas nas suas diversas formas, pretende-se compreender o modo como a movimentação de milhões de escravos africanos influenciou as economias e as sociedades atlânticas a partir do século XV. Das peças selecionadas, destaca-se é a Ação da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.


Ação de 400 000 réis

Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba

24-12-1759

Museu do Dinheiro


A Companhia de Pernambuco e Paraíba, criada por alvará régio de 13 de agosto de 1759, foi um dos principais agentes portugueses no comércio de escravos atlântico durante a 2.ª metade do século XVIII.

No seu capital e administração participaram os mais importantes homens de negócios portugueses da época, como José Rodrigues Bandeira, Anselmo José da Cruz e Policarpo José Machado, cujos nomes se encontram entre os signatários deste título de ação. Policarpo Machado foi, aliás, um dos proprietários desta ação, adquirida em 1784 ao negociante Francisco Calvet, que por sua vez a recebera do Marquês de Pombal em 1776.

Entre 1761 e a década de 1780, a companhia importou para o Brasil mais de 54 000 escravos, na sua maioria provenientes de Angola e destinados a Pernambuco, ao abrigo de um privilégio de exclusivo concedido pela Coroa. A Costa da Mina foi o outro mercado de abastecimento da companhia, embora com importância menor. Para o resgate dos escravos, utilizavam-se mercadorias como os panos de algodão e o tabaco brasileiro. Em 1780, a companhia perdeu o exclusivo e entrou num longo e atribulado processo de liquidação.


Seleção de peças e textos: Sara Barriga Brighenti e João Vieira

Ação de 400 000 réis. Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba

Museu do Dinheiro

Peças e Documentos

  • P51Escravatura_2.jpg