Museu da Farmácia

Os rituais de cura do povo Yoruba

Em algumas áreas, um almofariz invertido servia como pedestal no culto ao deus Shango. O som de batuques fortes no almofariz, fazia lembrar o som de trovões no céu. Ao inverter o almofariz, a sacerdotisa esperava anular o poder destrutivo de Shango. Os lados do almofariz ritual são esculpidos com símbolos e emblemas associados a este deus, tais como, sacerdotisas segurando uma matraca (shere) utilizada para chamar a divindade ou o poderoso bastão do deus Shango.

Evidências arqueológicas sugerem que os antepassados do povo Yoruba, podem ter vivido nesta mesma área de África desde os tempos pré-históricos. Em meados do século XVIII, o tráfico de escravos para o continente Americano, afetou dramaticamente a população da África Ocidental. Os descendentes dos escravos Yoruba, encontram-se hoje em dia, em Cuba e no Brasil, onde se podem encontrar elementos da cultura, da religião e da língua Yoruba.


Almofariz

África Ocidental, Yoruba c. 1920-1930

Madeira esculpida

No centro, está representado a cabeça de Eshu – mensageiro dos deuses; no lado direito uma cobra e uma sacerdotisa que segura na mão, o bastão do deus Shango – o deus da trovoada conhecido por ter fortes poderes; no lado esquerdo, um crocodilo e outra sacerdotisa que segura na mão uma matraca.

Museu da Farmácia. Inv. 8925


Textos: Paula Basso

Seleção de peças: José Neto

Almofariz

Museu da Farmácia

Peças e Documentos

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