Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia

O Arquivo Histórico da Misericórdia de Lisboa possui vários testemunhos de negros em Lisboa. Desses, destaca-se a documentação relacionada com os expostos negros e mestiços.

Os expostos eram crianças abandonadas pela família, e cuja proteção era confiada ao Concelho. Nos grandes centros urbanos, como no caso de Lisboa, essa proteção era partilhada com as Misericórdias. Logo após a sua entrada, a criança exposta era registada num livro próprio, onde se assentava rigorosamente as suas características, de forma a possibilitar a sua identificação, caso os pais quisessem recuperar a criança. As crianças eram depois confiadas a amas, para criação de leite ou de seco, que os criavam, ficando o nome e as circunstâncias dessa entrega registados também em livro próprio, sendo posteriormente encaminhados para a aprendizagem de uma profissão, sujeito este ato também a registo.

Este cuidado com o registo dos expostos, reflete-se também na existência de livros próprios para os negros e mestiços, revelando um tratamento diferenciado entre os expostos em razão da cor da pele.

Nestes documentos, podemos seguir o percurso de uma criança, de seu nome José, “pardo”, e registado nos seguintes documentos:


1. Sinais de expostos (fls.1 e 2)


2. Livro nº 2 de entradas de Pretos e Pardos (fl. 3)


3. Criação de Leite de Pretos e Pardos (fls. 4 e 5)


4. Livro 64 de Meninos - Criação de seco (fls. 6/7 + 8/9 + 10)


5. Livro 3 de expostos dados a ofício (fl. 11) – sapateiro mas, na página seguinte, refere que fugiu (registo de 11 de Maio)

Livro 3 de expostos dados a ofício

Arquivo Histórico - Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Peças e Documentos

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