Campo de Santana

Os pretos em cavalinho de pasta. Gravura de C. Legrand, séc. XIX. Museu de Lisboa


AS TOURADAS (SÉC. XIX)


Desde o século XVIII que as touradas foram um dos entretenimentos preferidos dos lisboetas. Nas arenas do Salitre e do Campo de Santana, alguns negros notabilizaram-se como intervaleiros, divertindo o público nas pausas com a representação de cenas cómicas. De entre esses negros, ficou célebre o “Pai Paulino”. Para saber mais sobre esta Figura consulte: http://testemunhosdaescravatura.pt/pt/pessoas/figuras/pai-paulino

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O capinha metendo as farpas. Gravura de C. Legrand, séc. XIX. Museu de Lisboa

PRESENÇA AFRICANA NA COLINA DA PENA (SÉC. XVI-XVII)


A presença africana na Colina de Santana remonta ao séc. XVI, onde o matadouro e o campo do curral congregavam uma população desfavorecida, surgindo gradualmente nos palácios e conventos que aí se foram implantando.

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Pintura do altar-mor da Capela do Palácio da Bemposta

Aqui habitaram muitos escravos e libertos, contando-se no período entre 1580 e 1662, mais de meio milhar de africanos e afro descendentes católicos.

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Pormenor da pintura do altar-mor da Capela do Palácio da Bemposta

A presença feminina africana, muito associada à distribuição de água e ao Chafariz de Sant’Ana (séc. XVIII), deixou marca na toponímia local, no Beco e Pátio das Pretas, denominações ainda em uso no séc. XIX. Descendo a colina, já em S. José, a Rua das Pretas, cuja primeira notícia é de 1666, é também uma reminiscência toponímica desta identidade.






[...] os oito índios ficaram estendidos mortos no chão pelos valentes negros com suas pesadas espadas de pau, e depois os negros vivos e os índios mortos, com grandes risadas, correram […] cedendo o lugar a dois cavaleiros.

Cartas. José Baretti, 1760







































Não receberei Alexandre escravo do Regedor com mulher alguma porque Madalena Soares preta da freguesia de S. Lourenço sujeita de Brites Nogueira lhe põe impedimento para que não case com Domingas do Rosário da freguesia de S. Sebastião da Mouraria.

Arquivo Distrital de Lisboa, Rol dos Embargos, 1616.