Cais do Sodré


A LIGAÇÃO AO RIO E AO MAR (SÉC. XVI)

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Pescadores. Pormenor do Painel de Azulejos, Palácio Fronteira. Séc. XVII. Fotografia de José Vicente, 2017

O trabalho escravo sobressaía em toda a orla ribeirinha de Lisboa, entre a Ribeira Velha e os Cais Orientais, no trabalho portuário e no pequeno comércio, envolvendo carregadores, barqueiros, escravos de ganho, vendedores de palha e carvão.

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Vista do Convento de S. Jerónimo de Belém e da Barra de Lisboa. Gravura de Henry L`Éveque, 1816. Museu de Lisboa

Nas imediações destas áreas portuárias, as célebres barracas do mal cozinhado e as tabernas, quebravam a aspereza do trabalho e marcavam a vida social dos cais.

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Pescadores. Painel de Azulejos, Palácio Fronteira. Séc. XVII. Fotografia de José Vicente, 2017


OS NEGROS NAS DANÇAS E MÚSICAS DAS PROCISSÕES E PEDITÓRIOS (SÉC. XV-XIX, 1730)


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Cais do Sodré. Óleo s/ tela. Joaquim Marques, 1785. Museu Nacional de Arte Antiga


Em quatro séculos de permanência em Lisboa, as comunidades africanas e afro descendentes imprimiram uma nova dimensão ao festejo e à celebração.

Nas cerimónias tradicionais da vida religiosa portuguesa cativavam o público com as suas músicas e danças e organizavam-se em animados bandos com músicos para as principais procissões lisboetas.

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Grupo de Músicos Negros. Nicolau Delarive, 1800-1818











Andam no cais do carvão, assim à descarga das caravelas e navios, barcas, batéis, como a sirandar e carretar pela cidade, entre brancos e pretos, 150 homens.

Grandeza e Abastança de Lisboa em 1552, João Brandão de Buarcos






















































A Festa do Rosário […] No adro estava hum rancho de instrumentos, com huma bizarra dissonância; porque estavam três marimbas, quatro pifanos, duas rebecas do peditório, mais de trezentos berimbaus, pandeiros, congos e cangáz, instrumentos de que usam. O Rey Angola mandou huma carta ao Rey Mina, convidando-o para ir assistir à festa.

Folheto de Ambas as Lisboas, nº 7, 6 de Outubro de 1730